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Pesquisa

Manejo Químico

Iodosulfuron

Indicado para o controle seletivo de plantas daninhas nas culturas do trigo, arroz, cana-de-açúcar e cevada.

Iodosulfuron (4-iodo-2-[[[[(4-methoxy-6-methyl-1,2,5-triazin-2-yl)amino]carbonyl] amino]sulfonyl]benzoic acid) é uma molécula disponível para controle seletivo de plantas daninhas nas culturas do trigo, arroz, cana-de-açúcar e cevada. As suas principais características podem ser visualizadas no Quadro 1.


 

Iodosulfuron ( Hussar) é um herbicida que pertence ao grupo das sulfoniluréias, cujo mecanismo de ação é a inibição não competitiva da enzima acetolactato sintase (ALS) ou acetohydroxi sintase (AHAS), na rota de síntese dos aminoácidos ramificados, valina, leucina e isoleucina (Figura 1). Essa inibição interrompe a síntese protéica que por sua vez interfere no balanço hormonal, na síntese de DNA e no crescimento celular.

As plantas suscetíveis a iodosulfuron paralisam o seu crescimento poucas horas após a aplicação, embora somente após aproximadamente duas semanas da aplicação é que os sintomas são visíveis (Figura 2). Estima-se que, com a paralização no crescimento, em 24 horas após a aplicação não haja mais interferência das plantas daninhas com a cultura. Iodosulfuron causa a perda da cor característica das folhas jovens, algumas vezes com o aparecimento de pigmentos vermelhos ou roxos, principalmente nas nervuras na região abaxial da folha, seguido de necrose das nervuras e dos pecíolos. Em algumas plantas ocorre encurtamento dos entrenós, noutras ocasiões, as plantas apresentam espessamento na base do caule. Ocorre morte lenta das plantas sensíveis.


Figura 1 – Rota de síntese de aminoácidos e respectivo local de ação do herbicida iodosulfuron


Figura 2 – Representação esquemática da velocidade de ação de iodosulfuron em plantas de azevém
 

Em determinadas condições, como a aplicação com as plantas daninhas em estádios iniciais de desenvolvimento ou sob condições ambiente favoráveis ao crescimento das plantas a velocidade da atividade do iodosulfuron é aumentada. A ocorrência de baixas temperaturas antes ou mesmo após aplicação torna a ação herbicida mais lenta, mas não reduz a eficácia no controle das plantas daninhas sensíveis. A sua ação é sistêmica, sendo absorvido principalmente pela parte aérea das plantas, embora possa ser absorvido pelas raízes. A sua translocação ocorre tanto pelo floema quanto pelo xilema, embora com maior movimentação pelo floema.

 

A seletividade dos herbicidas do grupo das sulfoniluréias dá-se por metabolização pelas plantas tolerantes, originando metabólitos não tóxicos, como glutationa, conjugação com glicose, dentre outros. Entretanto, no caso de iodosulfuron, a presença do antídoto (safener) mefenpyr, misturado com o herbicida, aumenta a seletividade nas culturas recomendadas, principalmente nas gramíneas, como trigo e arroz. A degradação de iodosulfuron a componentes não fitotóxicos em cereais é aumentada especificamente pelo efeito catalítico do antídoto utilizado. 

 

Iodosulfuron foi desenvolvido para ser aplicado em pós-emergência das plantas daninhas (Figura 3). Nas culturas nas quais tem registro a época de aplicação do herbicida varia. No arroz, a aplicação pode ser realizada até o pleno afilhamento da cultura. No trigo, aplicar o herbicida em pós-emergência inicial e mediana das plantas daninhas. No caso de infestações de aveia, na cultura do trigo, o seu controle deve ser realizado até na fase de início do perfilhamento da aveia. Na cana-de-açúcar, iodosulfuron poderá ser aplicado quando a cultura apresentar-se com a te 50 cm. As plantas daninhas controladas por iodosulfuron podem ser observadas no Quadro 2.




Figura 3 – Representação esquemática da época de aplicação de iodosulfuron em trigo        


 

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