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Pesquisa

Manejo Químico

Herbicidas registrados para frutíferas – UVA

Eng. –Agr. Dr. Mauro Antônio Rizzardi Professor da Universidade de Passo Fundo, RS

Os principais estados produtores de uvas de mesa e para vinhos são o Rio Grande do Sul; São Paulo; Santa Catarina; Paraná; Minas Gerais e Pernambuco. Nestas regiões, dentre os diversos fatores que influenciam na produção de uva encontram-se as plantas daninhas.

As plantas daninhas tornam-se problema por interferirem na produção da cultura, além de serem hospedeiras de pragas e doenças que podem afetar a uva. A presença dessas plantas também é responsável pela elevação no custo de produção, principalmente pela demanda em mão-de-obra para o seu controle.

Figura 1 – Presença de plantas daninhas na linha de plantio, competindo com a uva. (Foto: Mauro Antônio Rizzardi)
 
As estratégias de manejo das plantas daninhas em pomares de uva variam com as características de clima e de topografia do terreno de cada uma das regiões de cultivo; da disponibilidade e custo da mão-de-obra e da estrutura e sistema de produção do pomar.

Entre as estratégias de controle encontram-se os métodos preventivos; culturais; físicos e químicos. O uso do controle químico inclui a aplicação de herbicidas em área total (Figura 2) ou em jato dirigido na coroa da planta ou em faixas (Figura 3).

Figura 2 – Uso de herbicidas em área total (Foto : Mauro Antônio Rizzardi)

Figura 3 – Herbicidas usados em faixa, na linha de plantio (Foto : Mauro Antônio Rizzardi)

O controle químico possui eficiência; amplo espectro e permite o controle rápido nos grandes pomares. Porém o seu uso nos vinhedos se dá principalmente pela escassez e elevado custo da mão-de-obra.

Os herbicidas disponíveis para serem utilizados na uva são registrados para uso em pré-emergência ou pós-emergência das plantas daninhas ou para aplicação na coroa ou em faixas na linha de plantio (Tabela 1).

Tabela 1 – Relação dos herbicidas registrados e época de aplicação em Uva



Algumas características dos herbicidas registrados:

Ametrina – Herbicida inibidor do Fotossistema II. As doses de registro variam de 4 a 6 litros ha -1 , dependendo da textura do solo. Controla um amplo espectro de plantas daninhas mono e eudicotiledôneas, na pré-emergência ou em pós-emergência inicial.

Cletodim – Herbicida inibidor da enzima acetil-CoA carboxilase (ACCase). Controla exclusivamente plantas daninhas poaceas (gramíneas). Aplicado em pós-emergência nas doses de 0,4 a 0,8 L ha -1 , dependendo da espécie daninha.

Diuron – Herbicida inibidor do Fotossistema II. As doses de registro variam de 2,4 a 4,0 litros ha -1 . Controla um amplo espectro de plantas daninhas mono e eudicotiledôneas, na pré-emergência ou em pós-emergência inicial.

Glifosato – Herbicida inibidor da enzima EPSPS. Herbicida sistêmico, não seletivo de uso localizado, na base das plantas de uva. Ação única e exclusiva sobre plantas já emergidas. Sua dose é bastante ampla, de 480 a 1440 g e.a. ha -1 , dependendo da espécie daninha. Seu uso está limitado naqueles pomares que tem infestações de espécies daninhas resistentes, como azevém e capim-pé-de-galinha.

Glufosinato de amônio – Herbicida inibidor da enzima glutamina sintase (GS). Não seletivo, de contato e que atua sobre plantas já emergidas. Embora seja de contato sua ação é lenta e dependente do estádio das plantas daninhas, principalmente as poaceas. No caso dessas espécies, o controle é superior quando as plantas apresentarem no máximo duas folhas desenvolvidas. Sua dose varia de 1,5 a 2,0 L ha -1 .

Indaziflan – Herbicida inibidor da síntese de celulose (parede celular). Recomendado para uso em pré-emergência, possui residual de até 150 dias para espécies daninhas mono e eudicotiledôneas, como caruru; picão-preto; milhã (capim-colchão); capim-pé- de-galinha e azevém. Sua dose é de 200 ml ha -1 de produto comercial.

Paraquate – Herbicida inibidor do Fotossistema I. Não seletivo, de contato e que atua sobre plantas já emergidas. A aplicação deve ser feita de modo localizado, na base da planta, tomando-se o cuidado para evitar a deriva do mesmo para as plantas de uva. Herbicida mais eficiente sobre plantas nos estádios iniciais de desenvolvimento, pois em caso de aplicação tardia aumenta as chances da planta rebrotar. Sua dose varia de 1,0 a 2,0 L ha -1 .

Simazina – Herbicida inibidor do Fotossistema II. Controla um amplo espectro de plantas daninhas mono e eudicotiledôneas, na pré-emergência ou em pós-emergência inicial.

S-metolacloro – Herbicida inibidor de ácidos graxos de cadeia muito longa (VLCFA). Controla principalmente espécies poaceas, embora controle também algumas espécies eudicotiledôneas de semente pequena, como caruru. Atuam na pré-emergência das plantas daninhas, tendo sua ação melhorada em ambientes com elevada umidade e pouca presença de palha na superfície do solo. Sua dose de registro é de 1,5 a 2,0 L ha -1 .

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