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Plantas Daninhas

ERVA-DE-PASSARINHO

(Struthanthus vulgaris) – Código STUVU

Ocorrem muitas espécies de Struthanthus no Brasil. A espécie S. vulgaris se caracteriza por apresentar brácteas ou bractéolas livres e caducas, sendo as flores pecioladas e as folhas acuminadas.

Planta perene, reproduzida por sementes. Essa espécie é capaz de parasitar muitas espécies de hospedeiros. Suas folhas efetuam fotossíntese, estando adaptadas a uma iluminação difusa como a que ocorre sob a copa de árvores parasitadas.

Como a planta se desenvolve sobre hospedeiros, apresenta uma morfologia adaptada a essa situação. Os ramos são cilíndricos, achatados sob os nós, estriados e com pequenas lenticelas, de coloração acinzentada a esbranquiçada.

Na parte aérea desenvolvem-se raízes adventícias, que se prendem sobre troncos e ramos do hospedeiro. A partir dessas raízes, que apresentam gemas, desenvolvem-se novos ramos. Ocorrem dois tipos de haustórios: primários, que se originam de porções meristemáticas, e secundários, que surgem como órgãos laterais a partir de raízes adventícias.

As folhas são opostas ou pouco disjuntas, com pecíolo de 5 a 10cm de comprimento. Canaliculado no lado superior. A coloração é verde intensa, com superfície lisa e glabra.

A inflorescência é axilar, em dicásio com flores em tríades que se dispõe aso pares, cada par ligado à região axilar por um pedúnculo de 6 a 12mm de comprimento. Há uma aglomeração densa de flores na região das axilas foliares.

As flores com pedicelos de 2 a 5mm, tendo as flores 5-6mm de comprimento. Cálice inconspícuo, persistente. Corola com pétalas levemente espatuladas de coloração branco-amarelada. As flores são monoclinas, mas ou o androceu ou o gineceu não são funcionais, ocorrendo respectivamente estaminódios ou pistilódios.

O fruto é uma pseudobaga obovoide quando em desenvolvimento e elipsoide quando madura, com 0,8-1,0 cm de comprimento, suculenta, indeiscente, de coloração purpúrea na maturação.

A semente é formada pelo embrião e endosperma, sem tegumento. A semente fica protegida pelo fruto. As sementes só germinam quando liberadas dos frutos e quando as condições de temperatura, luz e umidade são adequadas.

Texto adaptado de Kissmann, K. G. e Groth, D, 1999; Fotos: Mauro Antônio Rizzardi

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