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Opinião

28/10/2019

A importância das boas práticas agrícolas

Dr. Jair Francisco Maggioni, Product Stewardship / Coordenador de Boas Praticas Agrícolas - Corteva Brasil e Paraguai.

Acabamos de entrar no período no qual os estados brasileiros produtores de grãos, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná, começam a safra 2019/2020. Os agricultores que deram início ao plantio ou que o farão nas próximas semanas, planejaram todo o processo para garantir a produtividade e a rentabilidade das suas lavouras e sabem da importância da adoção de Boas Práticas Agrícolas para uma agricultura sustentável.

 

As Boas Práticas Agrícolas são um conjunto de protocolos e recomendações técnicas para nortear todo o processo de produção, processamento e transporte de alimentos, que têm como objetivo aumentar a produtividade da lavoura e reduzir prejuízos à saúde humana, aos trabalhadores rurais e ao meio ambiente. E como tem ocorrido com todos os produtores que seguem essas orientações, elas têm sido uma das formas mais efetivas para aumentar rentabilidade em todo o processo e evitar desperdícios.

 

Para cada cultura, solo e condições climáticas, o tipo da semente escolhida, fertilizante e defensivos há um protocolo diferente a ser seguido pelo produtor. Como para cada escolha será gerado um resultado diferente, também é diferente o protocolo a ser seguido. Por exemplo, se o agricultor faz a opção de uso de uma semente com biotecnologia deve seguir o protocolo para que a produção não só tenha o resultado esperado, mas garanta a durabilidade da tecnologia empregada para retardar a evolução da resistência de pragas. Para isso, deve seguir os protocolos adequados de manejo para manter a eficácia do sistema escolhido e, como consequência, a produtividade da lavoura.

 

Manejo de plantas daninhas

O uso de doses inadequadas, herbicidas aplicados em estádios tardios da planta daninha, e falhas na aplicação do defensivo são os principais erros cometidos pelos agricultores. Sem o devido controle das plantas daninhas, por exemplo, as perdas na lavoura podem ultrapassar 90%, já com o controle adequado, esse número fica entre 5% e 10% apenas.

 

Para evitar a evolução de novos casos de resistência o produtor pode adotar uma série de estratégias, entre elas: identificar e quantificar as plantas daninhas presentes na área, utilizar coberturas vegetais, rotacionar culturas e eventos biotecnológicos, aplicar o herbicida na dose correta, utilizar herbicidas pré-emergentes com ação residual no solo, limpar a colhedora e demais equipamentos para evitar a disseminação de plantas daninhas na lavoura, controlar as populações remanescentes de plantas daninhas ou remanescentes da cultura após a colheita.

 

Manejo integrado de pragas

Para uma lavoura saudável e produtiva, também é importante um sistema de manejo integrado de pragas que mantenha a população de invasores em níveis abaixo daqueles capazes de causar dano econômico.

 

Os principais pilares para o MIP são o controle cultural, controle biológico, controle químico, controle legislativo, variedades resistentes e plantas transgênicas e manejo da resistência de insetos. E para um manejo efetivo de pragas é primordial planejar com antecedência, pensar no sistema produtivo com um todo, utilizar o controle químico de forma efetiva, rotacionar inseticidas com diferentes mecanismos de ação e, para milho e soja, sempre implementar áreas de refúgio na proporção de 10%.

 

Tecnologia de Aplicação

Mais um pilar de extrema importância, a tecnologia de aplicação não se resume ao ato de aplicar o produto, é um conjunto de conhecimentos que integram informações sobre os defensivos agrícolas, suas formulações, adjuvantes, o processo de pulverização, os alvos e o ambiente, visando uma aplicação correta, segura e responsável, sempre respeitando as Boas Práticas Agrícolas.

 

A escolha das pontas tem uma contribuição expressiva no sucesso e na qualidade da aplicação do produto, sendo fundamental para determinar a vazão da calda, determinar o tamanho das gotas, definir a forma do jato emitido e definir a altura da barra de pulverização. E para uma aplicação eficaz, é imprescindível atenção às condições meteorológicas no momento da aplicação dos produtos na lavoura, como temperatura de até 30 graus Celsius, umidade relativa do ar acima de 50% e ventos com velocidade média entre 3 e 10 km/h.

 

Programas de Boas Práticas Agrícolas

Na Corteva Agriscience, estamos empenhados na disseminação das boas práticas agrícolas e desenvolvemos um programa robusto no sentido de oferecer um trabalho de orientação técnica aos agricultores, técnicos, representantes e demais elo da cadeia. O principal programa se chama Expedição da Agricultura para a Vida, e consiste em um caminhão com o baú adaptado para uma sala de aula, que percorre regiões produtoras do país para promover, gratuitamente, treinamento técnico a produtores, agrônomos, consultores e profissionais que lidam direta e indiretamente com o cultivo. E isso tem gerado resultados positivos diretos na produção em vários aspectos.

 

Além da Expedição da Agricultura pela Vida, a Corteva promove o Programa de Aplicação Responsável (PAR), o Corteva Mulheres no Campo, o Corteva Escola e o Corteva Natureza e conta ainda com uma Biblioteca Digital sobre o tema. No caso do PAR, focado em tecnologia de aplicação, o objetivo é treinar agricultores e ressaltar a importância da adoção das boas práticas na aplicação de defensivos agrícolas. 

 

E sempre deixamos disponíveis, gratuitamente, todo o acervo de nossa Biblioteca Digital, que acumula conhecimento sobre os principais pilares do processo do cultivo com ferramentas diversas, como webinars, e-books, artigos e vídeos no endereço www.boaspraticasagricolas.com.br

 

Dr. Jair Francisco Maggioni, Product Stewardship / Coordenador de Boas Praticas Agrícolas - Corteva Brasil e Paraguai.

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